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Folha Oeste





CUT/Vox Populi: Lula tem 42%, Bolsonaro, 16%

17/11/2017

Apesar do recuo um pouco além da margem de erro de 2,2 pontos percentuais em relação à pesquisa de julho, o ex-presidente Lula continua a liderar com folga as intenções de votos para a presidência da República.
Segundo o levantamento CUT/Vox Populi, realizado entre 27 e 30 de outubro, o petista aparece com 42% das preferências em uma lista com dez presidenciáveis (havia alcançado 47% na enquete anterior).
Em segundo lugar, em uma posição aparentemente consolidada, surge o deputado federal Jair Bolsonaro, cujo percentual variou de 13% para 16% entre julho e outubro.
Os demais postulantes se engalfinham em um patamar abaixo de 8% de citações.
A pesquisa revela ainda que Lula tem atualmente a menor taxa de rejeição entre os nomes testados.
São 39% aqueles que não votariam no ex-presidente.
A repulsa a Bolsonaro chega a 60%.
Os tucanos João Doria e Geraldo Alckmin têm os piores índices (72%, igualmente).
O Sudeste é a região que mais rejeita o petista: 51% dos entrevistados se recusariam a votar nele se as eleições fossem hoje.
No Nordeste, o percentual é de apenas 20%.
Diretor do instituto Vox Populi, Marcos Coimbra acredita que só uma nova rodada de pesquisa (a próxima está marcada para dezembro) irá permitir avaliar a tendência do eleitorado.
O levantamento de julho, lembra o cientista político, foi realizado ainda sob o impacto da decisão do juiz Sergio Moro de condenar o ex-presidente a 9 anos e meio de cadeia pelo suposto recebimento de vantagens indevidas no apartamento tríplex no Guarujá, litoral de São Paulo.
Imóvel, ressalte-se, que nunca pertenceu ao petista.
“Uma parte expressiva da sociedade considerou exagerada e persecutória a decisão do Moro e essa percepção pode, naquele momento, ter impulsionado o apoio a Lula”, avalia.
A candidatura de Bolsonaro, por sua vez, ganhou uma dinâmica própria, diz Coimbra, embora seja difícil prever se ela tem ou não um prazo de validade.
O diretor do Vox Populi vê paralelos com o desempenho de Fernando Collor em 1989 e atribuiu a responsabilidade pelo fenômeno ao PSDB e aliados.
“Nos últimos 15 anos, a oposição resumiu-se a ser contra Lula e o PT.
Não apresentou nenhum agenda ao País, a não ser as privatizações, que podem ser realizada por qualquer um, até pelo Michel Temer”, analisa.
“Por fim, apareceu alguém com um discurso mais verossímil para ocupar o espaço.
O Bolsonaro é o legítimo sucessor do PSDB na disputa pelo antipetismo e como símbolo de uma campo reacionário que não tem mais vergonha de se expor”.


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