BC pode aumentar intervenção para conter alta no dólar, diz Goldfajn

07/06/2018

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou nesta quinta-feira (7) que a autoridade monetária poderá realizar atuações no câmbio além das máximas históricas para conter a valorização do dólar.
Nesta quinta-feira (7), o dólar comercial fechou em alta de 2,24%, cotado a R$ 3,925.
No dia, chegou a subir mais de 3% e alcançou R$ 3,968.
Segundo Goldfajn, a autoridade monetária venderá, até o final da próxima semana, US$ 20 bilhões em contratos de swap com o objetivo de conter a disparada da moeda americana.
Sobre a subida da moeda americana, Goldfajn disse que houve uma mudança no cenário externo.
“Observamos nos últimos meses e semanas uma mudança, que vem do exterior”.
Goldfajn ainda afirmou que a política monetária, ou seja, as reuniões do Copom (Comitê de Política Monetária do BC) que definem a taxa básica de juros, é separada da política cambial.
“A política monetária é separada da política cambial, não há relação mecânica entre as duas.
A política monetária olha para projeções, expectativas de inflação e balanço de riscos e não será usada para controlar taxa de câmbio”, disse.
“O Banco Central e o Tesouro Nacional continuarão atuando para prover liquidez aos mercados de câmbio e de juros enquanto for necessário”, afirmou.
O presidente do BC também afirmou que governo não descarta a possibilidade de usar reservas cambiais ou fazer leilão de linha se houver demanda.
Questionado sobre a possibilidade de uma reunião extraordinária do Copom, como foi aventado pelo mercado, ele declarou que o comitê se reúne a cada 45 dias, e que são “essas as reuniões que valem”.
Nesta quinta, para tentar conter a disparada da moeda americana, o Banco Central vendeu integralmente a oferta adicional de até 40 mil novos swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, totalizando US$ 2 bilhões.
Mais cedo, já havia vendido todo o lote que vem ofertando de até 15 mil novos swaps (US$ 750 milhões).
Vendeu integralmente também os 8.
800 swaps para rolagem do vencimento de julho, somando US$ 2,2 bilhões do total de US$ 8,762 bilhões que vencem no próximo mês.
O swap (“troca”, em inglês) é uma operação para liquidação em data futura que promove a troca de taxas ou rentabilidade de ativos financeiros entre agentes econômicos.
Um swap tem sempre duas pontas, uma que aposta na variação dos juros (compradora) e outra que aposta na variação do dólar (vendedora).
Normalmente, o Banco Central assume a ponta compradora e os investidores assumem a ponta vendedora.



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