Por mais segurança, Meio Ambiente proíbe soltura de pipas nos parques de Barueri

26/09/2018

Soltar pipas é uma atividade saudável e divertida, mas com o uso constante de cerol e da chamada linha chilena, empregados para cortar a linha de outras pipas, o que era brincadeira virou risco à vida.
Todos os anos o Brasil acumula casos de acidentes sérios e até mortes causadas por essas linhas.
As principais vítimas são motoqueiros e ciclistas, mas o risco é para todos, já que o cortante pode atingir qualquer pessoa passando pela rua.
Foi o que aconteceu com o menino João Victor, morador de Barueri, de apenas 9 anos.
No dia 2 de julho deste ano, ele passeava com o pai na rua de sua casa quando sentiu algo lhe dilacerando.
A criança sofreu cortes profundos no ombro e na garganta que por pouco não tiraram sua vida.
Depois de ser rapidamente socorrido e passar por uma cirurgia no Hospital Municipal de Barueri (HMB), hoje ele e a família respiram aliviados, mas duplamente atentos com essa questão.
Parques mais seguros Foi pensando nesse e em tantos outros casos, que a Secretaria de Recursos Naturais e Meio Ambiente (Sema) editou a Resolução Sema nº 03, de 7 de agosto de 2018, proibindo a soltura de pipas e “papagaios” nos parques de Barueri: o Dom José e o Parque Ecológico.
A Resolução diz considerar “a necessidade de promover o convívio harmonioso de todos os usuários dos parques”.
O artigo 1º proíbe não apenas a soltura de pipas, mas “a prática de qualquer outra atividade que possa colocar em risco a população dos Parques, bem como sua flora e fauna”.
“Tendo em vista várias tragédias que já aconteceram, inclusive em áreas públicas, em parques do estado de São Paulo, com adolescentes e adultos empinando pipas com cerol na linha, foi criada essa resolução, fazendo a proibição de pipas nos nossos parques”, explica o diretor da Coordenadoria de Parques da Sema, Ademir do Nascimento.
O diretor conta que recebe reclamações de famílias, especialmente via APP Barueri, solicitando inclusive o espaço adequado pra se empinar pipas.
“Não existe isso, o espaço adequado é campo, mas não dentro dos parques”, declara.
Para ele, a Resolução é importante porque há finais de semana em que esses locais chegam a reunir cerca de 10 mil pessoas.
“Imagine o risco que uma linha com cerol oferece dentro desses ambientes”, calcula Ademir.
Além disso, a proibição também prevê a proteção dos animais silvestres que habitam essas áreas.
Iolanda Maria de Assis Valverde, mãe de João Victor, concorda com a iniciativa.
Após quase perder o filho, passou a ficar alerta com essa questão do cerol.
“Tudo é válido, tem que conscientizar e o povo tem que ajudar a fiscalizar, tem que ficar de olho também.
Nos parques ainda mais, que é onde as pessoas querem andar livremente”, prega.
Cerol proibido em Barueri há 15 anos O cerol, inclusive, já é proibido em Barueri desde 2003, quando foi sancionada a Lei 1.
384.
Em 2011, a Lei 2.
054, de 4 de abril, alterou a redação dos artigos 1º e 2º, incluindo também a proibição da linha chilena.
Em 2014, o Decreto 7.
890, de 28 de maio, regulamentou a lei, ampliando sua redação.



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