Jor. Zé Roberto faz uma Análise da Extinção do Ministério do Trabalho Criado a 88 anos

08/11/2018



Folha Oeste:: Boa noite a todos os amigos e amigas leitores do jornal

Folha Oeste:. Eu jornalista Zé roberto vamos fazer uma análise da proposta de extinção do Ministério do Trabalho. O presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (7) que o Ministério do Trabalho, pasta criada há 88 anos, será incorporado “a algum ministério”. Ele, porém, não informou qual.

Folha Oeste:: Em meio às especulações sobre a incoporação, seguramente o Ministério do Trabalho é capaz de coordenar as forças produtivas a fim de “buscar o pleno emprego e a melhoria da qualidade de vida dos brasileiros. Zé Roberto: O futuro do trabalho e suas múltiplas e complexas relações precisam de um ambiente institucional adequado para a sua compatibilização produtiva, e o Ministério do Trabalho, que recebeu profundas melhorias nos últimos meses, é seguramente capaz de coordenar as forças produtivas no melhor caminho a ser trilhado pela Nação Brasileira, na efetivação do comando constitucional de buscar o pleno emprego e renda e a melhoria da qualidade de vida dos brasileiros. O Ministério do Trabalho é o responsável por elaborar políticas e diretrizes para a geração de emprego e renda, além da modernização das relações de trabalho. Além disso, a pasta também é responsável por realizar a fiscalização dos postos de trabalho; participar da elaboração de políticas salariais e de desenvolvimento profissional. Incorporar a qualquer ministério a pasta do Trabalho significa que o governo Bolsonaro não dará relevância para o problema do desemprego. Não teremos um ministério para tratar de políticas públicas que gerem emprego e renda, declarou o jornalista, do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). Incorporar significa acabar com o ministério do Trabalho. As atribuições do Ministério do Trabalho devem ser fatiadas entre outros superministérios que começa a criar. Cogita-se que a fiscalização dos direitos trabalhistas, por exemplo, devem ser incorporados pelo ministério da “Família” que terá ainda temas dos direitos humanos e desenvolvimento social. Zé Roberto: Não tenha dúvida que vai piorar muito do ponto de vista institucional e estrutural. Quem incorpora não incorpora tudo. A perda maior é para o ministério do Trabalho que perde orçamento, funcionários, estrutura. Na visão do Jornalista Zé Roberto o Ministério do Trabalho, criado com o espírito revolucionário de harmonizar as relações entre capital e trabalho em favor do progresso do Brasil, se mantém desde sempre como a casa materna dos maiores anseios da classe trabalhadora e do empresariado moderno, que, unidos, buscam o melhor para todos os brasileiros. Acrescento que o futuro do trabalho e suas complexas relações precisam de ambiente institucional adequado para a sua compatibilização produtiva. Sua importância. Zé Roberto: Sua extinção e a subsequente redistribuição de suas pautas (dentre elas, toda uma rede de garantias de segurança ao trabalhador, além da fiscalização de práticas de trabalho abusivas ou análogas à escravidão) conformam uma pauta histórica do time de capitalistas e empresários escravistas que agora encabeçam - junto com o autoritarismo judiciário e o alto comando das forças armadas – o futuro governo Bolsonaro, tendo claramente em vista o aumento vertiginoso da exploração e das más condições de trabalho, para manter e ampliar suas taxas de lucro, e descarregar sobre os trabalhadores e o povo pobre o fardo imenso de pagar com seu suor (e, por vezes, seu sangue) pela crise econômica capitalista. Zé Roberto: Vamos presenciar uma série de ataques brutais contra a classe trabalhadora. Dentre eles, o maior é, certamente, a Reforma da Previdência. Conhecida como a “mãe de todas as reformas”, a Reforma da Previdência é a menina dos olhos dos grandes capitalistas, especialmente os investidores. Finalizou Zé Roberto



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