Jor. Zé Roberto faz uma análise da Reforma da Previdência; O que pode acontecer

12/11/2018



Folha Oeste:: Boa noite a todos os amigos e amigas leitores do jornal

Folha Oeste:. Eu jornalista Zé roberto e vamos fazer uma análise da proposta de desmonte da previdencia pública e universal. Zé Roberto: Na visão do jornalista do

Folha Oeste: e do advogado Guilherme Teles , primeiramente importante esclarecer que a maior crise que o Brasil passa é resultado de descontroles fiscais e de um cenário político com muitas desconfianças por parte da sociedade quanto a credibilidade nos seus representantes. Zé Roberto: No mais, a crise econômica fez com que o governo começasse a levantar o debate sobre a necessidade urgente de uma reforma na previdência social. Ocorre que, diferentemente do que muitas vezes é divulgado pela grande mídia a Previdência não está em crise, mas seria sensato que toda a sociedade se mobilizasse para pensar conjuntamente sobre o sistema de previdência social brasileira. Quanto ao futuro dos trabalhadores há uma tendência mundial que as próximas gerações trabalhe por um período ainda maior, esse fenômeno é natural devido a expectativa de vida que aumenta e no Brasil não seria diferente. No entanto, quanto a aposentadoria dos trabalhadores no futuro ainda não se tem definições claras quando se trata de Regime Geral de Previdência Social (RGPS), uma vez que a reforma ainda não foi concluída no Congresso Nacional e as regras atuais continuam vigorando normalmente. Sendo assim, cabe ao trabalhador se programar, pois no futuro poderá existir uma redução na participação do Estado na Previdência. Zé Roberto: A maior controvérsia sobre a Reforma da Previdência Social está diretamente ligada ao argumento do governo sobre o provável déficit nas contas da previdência. Possível observar que nos momentos de crise uma das primeiras medidas que os governos pensam é justamente alegar que os gastos com Previdência são elevados e que geram rombos nos cofres públicos. Porém, a sociedade merece ser cada vez mais esclarecida e entender como funciona a Previdência Social, a qual está dentro de um grande sistema chamado de Seguridade Social, o qual forma um tripé compostos pela Saúde, Assistência Social e pela Previdência Social. A Seguridade Social pode até apresentar seus problemas, pois a forma que a Constituição Federal de 1988 assegurou a participação do Estado na vida do cidadão brasileiro o custo operacional para se manter essa estrutura complexa é realmente muito alto. A Saúde é universal, ou seja, todos os brasileiros têm direito aos serviços de saúde pública (SUS), a Assistência Social tem caráter assistencial, isto é, apenas aqueles que efetivamente precisam de ajuda para a sua subsistência possuem esse direito (exemplo: bolsa família). Zé Roberto: Contudo, a Previdência Social abrange somente aqueles que contribuem para o sistema, isso mesmo, a previdência é contributiva compulsória e ao mesmo tempo o sistema é solidário, ou seja, todos contribuem para o sistema previdenciário para que no futuro sejam recompensados com as contribuições que fizeram ao longo da vida, sem contar com os benefícios que os segurados têm direito antes mesmo da aposentadoria, tal como o auxílio doença. Zé Roberto: Por fim, a maior relevância disso tudo é saber que não há que se falar em déficit na Previdência, pois ela é comprovadamente superavitária, com base (inclusive) em dados dos auditores da Receita Federal do Brasil. Todavia, diversos governos desviaram a finalidade dos recursos da Previdência aplicando esse dinheiro do contribuinte em outras atividades, a exemplo da construção da Usina Hidrelétrica de Itaipu, da ponte Rio-Niterói e até mesmo na construção de Brasília, obras gigantescas que contaram também com a participação de recursos dos cofres da previdência e tudo isso gera diversos descontroles, mas mesmo com tudo isso é possível concluir que a Previdência é sim superavitária. De um modo geral o texto da proposta de Reforma da Previdência que está sendo apreciado pela Câmara dos Deputados é completamente equivocado e um verdadeiro retrocesso social.



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