Mulher de Haddad é aposta do PT para prefeitura de SP em 2020

02/04/2019

Ana Estela Haddad, mulher do ex-prefeito Fernando Haddad, é uma das apostas do PT para concorrer à prefeitura de São Paulo em 2020. Quem defende é um dos amigos mais próximos do ex-presidente Lula: o vereador paulistano Alfredinho, fundador da CUT e do próprio PT. “É um quadro importante, que representa o legado do PT na cidade e com experiência nos governos e na estrutura partidária”, diz Alfredinho. Doutora em odontologia e professora da USP, Ana Estela é casada há 30 anos com Fernando Haddad. Trabalhou como gestora de políticas públicas nas áreas de educação e saúde durante os dois mandatos do ex-presidente. Percorreu o país junto com o marido na campanha do ano passado. Ana Estela ganhou destaque nas redes sociais e no site do PT, que disponibiliza uma página dedicada a ela, com textos e vídeos mostrando sua experiência com Lula nos ministérios da Educação, sob o comando de Tarso Genro, da Saúde e ainda sua participação na implementação do Prouni. Em declarações públicas, defende o legado dos governos Lula e Dilma e diz que o afastamento da ex-presidente foi fruto de uma ação política que não aceitou o resultado das urnas. “Nem sempre fui militante, mas sempre votei no PT”, diz num dos depoimentos. “Só fui conhecer o partido de perto quando fui trabalhar na gestão do presidente Lula. Desde então, minha admiração só cresceu. Já faz muitos anos que o partido está nessa luta.” Marido de Ana Estela, Fernando Haddad é uma das pessoas mais próximas de Lula e a principal liderança do partido em nível nacional. É visto como o plano A do ex-presidente para o ano que vem, mas a ideia esbarra na tese de que o PT precisa renovar os quadros e manter Haddad em atividade nos encontros com lideranças estaduais, dando orientações e comandando a oposição ao governo de Jair Bolsonaro. Além de Ana Estela Haddad, a única sem vivência eleitoral, o PT estuda outros nomes para concorrer à sucessão de Bruno Covas. Entre eles Gilmar Tatto, ex-deputado federal e ex-secretário nos governos de Fernando Haddad e Marta Suplicy, os deputados Carlos Zarattini e Paulo Teixeira, e o ex-senador e ex-ministro Aloizio Mercadante.



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