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Folha Oeste





Mecânico morre após ser agredido por PM em Itapevi
19/01/2017

O mecânico Eduardo Alves dos Santos, de 42 anos, morreu nesta segunda-feira (16) em Itapevi, na região metropolitana de São Paulo, depois de ser agredido pelo policial militar A.
S.
A.
.
De acordo com a declaração de óbito do homem, o que causou a morte foi uma hemorragia interna traumática causada por um agente contundente.
A viúva do homem conta que o marido sofria de alcoolismo e que no início da semana decidiu dar um fim ao casamento depois de ter objetos da sua casa quebrados e suas roupas rasgadas.
Com medo de uma possível reação negativa do homem, Fernanda Camargo dos Santos, de 36 anos, ligou para a Policia Militar para que auxiliassem na saída de sua casa.
Dois policiais chegaram para atender a ocorrência.
De acordo com Fernanda, os PMs foram conversar com o homem e ele se negou a falar com os agentes.
Como ele “não deu atenção” para os policiais, a viúva diz que o policial bateu no ombro do homem e gritou com ele.
Em seguida, ele teria dado um empurrão no mecânico.
— Ele estava de chinelo e segurou na farda [do policial] e rasgou.
Ele deu uma rasteira no meu marido.
Ele bateu com a cabeça no chão.
O policial ficou louco, começou a espancar, chutar.
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Fernanda diz também que o outro policial que atendia ao chamado tentava o tempo todo acalmar o PM e separar a briga dizendo para “não faz isso”.
Para se justificar, a viúva diz que o PM dizia: “Olha o que ele fez com minha farda”.
— Ele rasgou, mas mereceu morrer? Eu falava “você vai matar ele” e ele respondia “mas não foi você que chamou a gente”? De acordo com a advogada Yasmin Cascone, especialista em direito da mulher e membro da Rede Feminista de Juristas, a mulher agiu corretamente chamando a polícia para acompanhar sua saída de casa.
Esse, segundo ela, é o procedimento padrão para casos como este.
Segundo a viúva, depois da agressão, todos foram para a delegacia de polícia de Itapevi e o mecânico estava consciente.
Lá, Fernanda diz que o policial negou ter agredido o homem e disse que Santos tinha reagido à prisão.
Chorando muito, a mulher conta que na sequência o marido começou a convulsionar na frente dela e de todos que estavam presentes no local.
Ela diz que gritava que o marido estava morrendo e que não acreditavam nela.



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